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  • Como limpar o local da extração de um dente?

    Como limpar o local da extração de um dente?

    Como limpar o local da extração de um denteUma pergunta que sempre me fazem e que eu vivo respondendo. Acho que vale escrever um post só sobre isso. 🙂

    Não custa nada relembrar as principais orientações pós-operatórias:

    1. Não fazer esforço físico.
    2. Não ingerir alimentos consistentes ou duros.
    3. Não ingerir alimentos e bebidas quentes. Prefira os mornos e frios.
    4. Não fumar.
    5. Não ingerir bebidas alcoólicas.
    6. Não fazer bochechos (a não ser quando indicado por seu dentista) ou cuspir.
    7. Higienizar o local.
    8. Tomar a medicação que seu dentista prescreveu, pelo tempo indicado por ele.
    9. Comparecer para remover os pontos.

    O local da extração consiste basicamente num “buraco” (uma loja óssea chamada alvéolo) protegido pelos pontos que o dentista deu na gengiva. Sim, é normal que fique esse ‘buraco”, porque a gengiva, nesse caso, cicatriza de uma forma diferente da nossa pele, um processo que se chama cicatrização por segunda intenção, ou seja, as bordas da ferida não se juntam, a cicatrização se dá “de dentro pra fora”. Então os pontos que o dentista dá (quando não há cortes, claro) servem mais pra formar uma rede de proteção, e não pra fechar o “buraco”, ok?!

    Dito isso, vamos falar da higienização.

    Pode escovar diretamente o local?

    Não. Considere que no local da extração há uma ferida, e feridas não devem ser escovadas. Quando há uma ferida na sua pele, você não mete uma escova nela, certo?! O mesmo princípio vale para a gengiva em cicatrização após uma extração dentária. Escove todos os dentes normalmente, mas o local da cirurgia, não. Até porque provavelmente você não vai conseguir, já que vai doer. Escovar a ferida, além de machucar, fazer doer e provocar sagramentos, pode soltar os pontos. Cuidado.

    Pode fazer bochechos?

    Sim, mas nunca nos primeiros 3 dias após a extração. Isso porque logo que o dente é removido se forma uma tecido inicial de cicatrização dentro do “buraco” onde o dente estava, chamado coágulo. Ele geralmente parece uma gengiva mole e mais escura. Fazer bochechos nessa fase pode remover o coágulo, o que causará sangramento e até pode levar a uma alveolite. Mesmo passados os 3 dias iniciais, evite bochechos muito vigorosos. Vá com calma.

    Então, como limpar o local da extração de um dente?

    Essa não costuma ser uma tarefa muito fácil, principalmente porque não é incomum que a pessoa não consiga abrir a boca direito nos primeiros dias após a extração, uma condição chamada trismo, que é um sintoma comum após a extração dos sisos, por exemplo. Nesse caso, um enxaguante bucal pode ser muito útil, desde que – como já mencionado – não se façam bochechos vigorosos pra não remover o coágulo.

    Algo que pode ajudar bastante é usar uma seringa (sem agulha) cheia de água limpa, enxaguante bucal ou soro fisiológico pra lavar o local da extração. Da mesma forma que ocorre com o enxaguante, evite fazer isso nos 3 primeiros dias do pós-operatório. Essa estratégia ajuda a remover resíduos alimentares maiores como grãos de arroz, etc..

    Outra dica é usar um cotonete umedecido pra limpar os pontos superficialmente, já que sobre eles às vezes se forma uma camada esbranquiçada de resíduos. Essa camada pode e deve ser removida, mas não introduza o cotonete no “buraco” ou em qualquer reentrância, ok?! A limpeza é apenas superficial. É muito comum que a pessoa queira enfiar o cotonete dentro do alvéolo, mas isso não ajuda em nada e ainda atrapalha.

    Por último: é praticamente impossível que você consiga manter totalmente limpo o local da extração o tempo todo. Abrir a boca dói, mexer no local dói, higienizar dói. Então não fique muito neurótico, apenas procure fazer uma boa limpeza superficial após cada refeição e seguir as recomendações pós-operatórias do seu dentista. Mesmo que a cor da gengiva pareça estranha, haja inchaço, o seu hálito esteja péssimo e um líquido transparente e com gosto ruim saia do local, não significa que você tem uma infecção. Esses sintomas são comuns e inerentes ao processo inflamatório, que está presente em qualquer cicatrização.

    Mas caso realmente você ache que tem alguma coisa errada (muita dor, sangramento, pus, febre, etc..), não hesite em entrar em contato com o seu dentista. É atribuição dele orientar você depois da extração, também.

    Fico aqui torcendo pra que você tenha uma boa recuperação. 🙂


  • Cuidados para pacientes com câncer

    Cuidados para pacientes com câncer

    🙂

    Pessoas com câncer necessitam de cuidado odontológico diferenciado, as terapias para o combate da doença costumam afetar a boca em vários aspectos. A atuação do dentista costuma ser dividida em três etapas: antes, durante e depois da  terapia. Cada etapa tem abordagem claramente diferenciada e respeitá-las é fundamental para oferecer conforto e qualidade de vida a quem passa por esse processo.
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    1. Antes da terapia (Adequação Bucal!): O dentista deve agir preparando o paciente para uma futura baixa de imunidade provocada pela maioria das terapias. Extrações, raspagens e tratamentos de canal devem ser realizados nesta fase, por que normalmente estão relacionados à processos infecciosos, que devem estar controlados durante a terapia. Restaurações e limpezas são realizadas como medidas preventivas, para evitar infecções na fase crítica.
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    2. Durante a terapia (Prevenção e Conforto): Nesta fase o dentista deve manter tudo limpo e restaurar pequenas cáries antes que cresçam. Não, a terapia não faz seus dentes caírem, mas é mais fácil desenvolver gengivites já que a imunidade é prejudicada. Pode ocorrer diminuição da quantidade de saliva (o dentista pode receitar sprays de saliva artificial para suavizar o problema) e mucosites (as grandes vilãs desta fase). As mucosites são feridas extensas e doloridas, por toda a mucosa da boca, que dificultam a alimentação. Nesta fase evite alimentos ácidos, duros ou quentes, pois todos pioram as dores. Procure consumir gelados (picolé, sorvete, bebidas geladas) durante as infusões de quimioterapia! Laserterapia funciona bem na prevenção e no alívio dos sintomas da mucosite. Seu dentista pode indicar um spray contendo anestésico e remédio para evitar infecções, melhorar as dores e facilitar a alimentação!
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    3. Após a terapia (Manutenção da Saúde Bucal): Existe um período em que as intervenções odontológicas mais próximas ao osso são contraindicadas, mas isso só inclui extrações, cirurgias em osso (implantes por exemplo) e as raspagens mais agressivas. Outros serviços são realizados normalmente e, ao fim deste período, o paciente pode ser submetido a qualquer tratamento novamente.

    A autoestima e o bom humor são ferramentas importantíssimas no fortalecimento psicológico, todos estes cuidados fazem muita diferença na qualidade de vida de quem precisa vencer este desafio!


    Este texto foi adaptado de OdontoEspecial, visite no Facebook ou no Tumblr.


  • É possível extrair os 4 sisos de uma vez?

    É possível extrair os 4 sisos de uma vez?

    Sim. Mas vamos por partes.

    A extração de terceiros molares (os sisos) não difere muito da extração de qualquer outro dente, a não ser pelo fato de que, muitas vezes, eles estão inclusos (dentro da gengiva) e/ou impactados (tem outro dente no caminho impedindo que eles nasçam ou eles estão mal posicionados dentro da gengiva). Embora muita gente ache que a remoção desses dentes é obrigatória, ela não é. Mas quando é, começam as dúvidas: dói extrair os sisos? Se eu não extrair eles vão entortar meus outros dentes? O pós-operatório é muito dolorido? Essas perguntas eu já respondi aqui no blog, basta clicar nos links.

    Aí você foi ao dentista, fez uma avaliação e ele confirmou: é preciso extrair os 4. Sim, como já esclarecido, é possível remover os 4 numa mesma sessão… em tese. Digo “em tese” porque cada caso é um caso, se for possível no seu caso, seu dentista irá confirmar.

    4 sisos
    Melhor 4 terceiros molares na mão do que 2 com pericoronarite! (*)

    Ok, seu dentista disse que, no seu caso, é possível tirar os 4 sisos de uma só vez. Só que você não quer isso, seja porque está com medo, porque não tem dinheiro ou porque não vê necessidade de ter pressa. É obrigatório? Não. Dá pra extrair só 1, 2 de cada lado ou todos de uma vez só. E qual a melhor estratégia? Depende.

    São vários os fatores que o seu dentista / cirurgião buco-maxilo-facial leva em conta pra decidir se dá ou não pra fazer várias extrações numa mesma sessão. É preciso considerar, principalmente, a complexidade do procedimento. Se os seus 4 dentes do siso já nasceram, provavelmente a remoção de todos de uma só vez será relativamente simples. Se você tem dentes inclusos, a tendência é que seja um pouco mais complicado, então talvez seja melhor extrair 2 de cada vez. Se esses dentes inclusos estiverem muito próximos a regiões nobres, como vasos sanguíneos e nervos importantes, talvez seja mais prudente fazer uma extração de cada vez.

    Mas essas são decisões técnicas, que só o seu dentista é capaz de tomar. Eu acho que o fator mais importante do ponto de vista do paciente é como será o pós-operatório. Os sintomas mais comuns após a extração dos sisos são: edema (rosto inchado), dor local e nas estruturas próximas (ouvido, garganta e articulação da mandíbula) e trismo (dificuldade de abrir a boca), além da possibilidade de complicações pós-cirúrgicas como parestesia (ausência de sensibilidade em lábio inferior, bochecha e língua, geralmente temporária) e alveolite (infecção). Cada extração contempla esses sintomas e complicações… imagine assumir esses riscos “vezes 4” e de uma vez só?

    Eu, particularmente, sempre sugiro aos meus pacientes que sejam feitas 2 extrações por vez, e por uma razão bem simples: removendo 2 dentes do mesmo lado, sobra o outro lado pra mastigar! Depois de mais ou menos 1 semana, quando os pontos dessas extrações forem removidos (e não havendo nenhuma complicação, claro), já é possível fazer as outras 2 cirurgias.

    O vídeo abaixo  (que legendei em português pra vocês… obrigado, de nada 😀 ) é muito didático e explica 1. como se dá a decisão pela extração dos sisos (que costuma partir do clínico-geral ou do ortodontista), 2. o procedimento em si (que em princípio pode ser executado por qualquer dentista, embora dê-se preferência ao dentista especialista em cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial) e 3. o pós-operatório. Ainda, enfatiza o benefício e a facilidade de higienização que a ausência desses dentes proporciona. Assistam!

    Notem que o vídeo explica que o dente talvez precise ser cortado em 2 ou mais pedaços. Uma das maiores bobagens que eu escutei nos últimos tempos sobre remoções cirúrgicas de terceiros molares é que “dentista bom é aquele que tira o dente inteiro”. Essa afirmação, vinda de uma reportagem que vi na TV e que foi feita por um leigo, não procede. Em muitos casos simplesmente é impossível remover o dente sem seccioná-lo, e essa manobra visa justamente facilitar a extração e manter o máximo de osso no local da cirurgia (o que é altamente desejável).

    Quer saber se você precisa extrair nenhum, 1, 2, 3 ou os 4 sisos? Procure um dentista e faça uma avaliação!

    (*) Ah, os sisos que você vê na foto, lá em cima, são os meus. 😉


  • O que é Anquilose Dentária?

    O que é Anquilose Dentária?

    A anquilose dentária é a fusão anatômica entre a raiz do dente e o osso. Talvez você não saiba, mas os dentes não são fixos diretamente ao osso da mandíbula e das maxilas… existe um “sistema de amortecimento” chamado ligamento periodontal, e a anquilose se estabelece justamente quando o ligamento periodontal não está presente.

    Anquilose dentária
    Anquilose dentária

    Como saber se meu dente está anquilosado?

    A anquilose pode ser diagnosticada pelo exame clínico. Um característica bem marcante de um dente anquilosado é que ele fica em infra-oclusão, ou seja, “mais baixo” que outros dentes. Na dentição mista (quando a criança tem uma “mistura” de dentes de leite e permanentes na boca), o dente de leite anquilosado pode não amolecer e até impedir que o dente permanente correspondente nasça. Ao exame radiográfico, o espaço do ligamento periodontal (uma linha mais escura em volta da raiz do dente) desaparece, indicando a fusão do cemento da raiz com o osso alveolar. Mas nem sempre dá pra enxergar na radiografia, já que a anquilose pode ocorrer apenas em algumas áreas da raiz.

    Quais as causas da anquilose dentária?

    Não se sabe ao certo. As causas mais prováveis são alterações metabólicas locais, o fato da pessoa ter batido o dente em alguma ocasião e até uma predisposição genética (quando outras pessoas da família também possuem dentes anquilosados). Certas síndromes (c0mo a disostose cleidocraniana, por exemplo) parecem predispor à anquilose.

    Que problemas a anquilose dentária pode causar?

    • Problemas de posicionamento dentário (tanto do dente anquilosado quanto do antagonista. O dente correspondente, no arco oposto, pode extruir – ficar “mais alto” – de forma a compensar o problema);
    • Problemas oclusais (de mordida), de forma geral;
    • Atraso na queda do dente de leite anquilosado;
    • Atraso no nascimento do dente permanente correspondente ou irrupção ectópica (nascer no lugar errado);
    • Impossibilidade de movimentação ortodôntica;
    • Impossibilidade de tracionamento de dente incluso.

    Anquilose dentária tem tratamento?

    • Nos casos de infra-oclusão leve, basta o acompanhamento clínico e radiográfico, de forma a monitorar a reabsorção radicular do dente anquilosado e o estado de desenvolvimento e irrupção do sucessor permanente, intervindo somente quando necessário. Outra possibilidade é a de reconstruir o dente em resina, por exemplo, deixando-o “mais alto” e devolvendo sua função.
    • Quando indicado, pode-se recorrer à luxação cirúrgica, ou seja, ao “descolamento” do dente do osso usando um boticão, aguardando que o dente caia sozinho em até 6 meses.
    • Em alguns casos, o melhor é a extração, levando-se em conta a necessidade de manutenção do espaço (às vezes vale a pena manter o dente por mais tempo pra garantir o espaço do permanente que deve nascer).

    Os molares de leite inferiores têm 25 vezes mais chance de apresentarem anquilose do que os outros dentes, principalmente o  primeiro molar. A anquilose dentária pode acontecer tanto com dentes de leite quanto com dentes permanentes.


  • Compressa fria ou quente para dor de dente?

    Compressa fria ou quente para dor de dente?

    Depende do tipo de dor.

    Já falei aqui no blog que dor de dente é trabalho pra dentista, que qualquer remédio que se tome não garante que a dor vá embora (e se for, ela volta, pois a causa da dor permanece). Mas é compreensível que, na hora do desespero, se procure por um alívio, pelo menos. E o alívio caseiro mais famoso é o uso de compressas quentes e/ou frias.

    Qual tipo de compressa devo usar?

    Pra saber o tipo de compressa adequado é preciso entender a dor. A dor pode ser acompanhada de edema (inchaço) ou não. Quando há inchaço, é preciso considerar a causa dele. A situação mais comum de dor associada com inchaço é no pós-operatório de extrações dentárias (sisos, principalmente). Nesse caso, nas primeiras 48 horas, indica-se a compressa fria, por 2 motivos:

    1. O frio tem efeito analgésico (diminui a dor), pois os receptores da dor são “desligados” quando a pele é esfriada a uma temperatura de cerca de 12ºC.
    2. A aplicação de frio no início do pós-operatório faz os vasos sanguíneos e linfáticos se contraírem, o que diminui tanto o inchaço quanto o hematoma (o “roxo”).

    Se o inchaço for causado por um trauma (uma “pancada”), vale a mesma estratégia.

    Passadas as 48 horas iniciais da extração, com o edema controlado, pode-se iniciar compressas quentes. O objetivo do uso do calor é aumentar o fluxo sanguíneo,  fazendo os vasos dilatarem. Isso é bom porque deixa os sintomas do processo inflamatório (e toda cicatrização envolve inflamação) mais amenos. Nessa fase, a compressa quente ajuda com o edema também, pois favorece a eliminação dos líquidos extravasados e acumulados na região afetada. Outro benefício da compressa quente nessa fase é ajudar a diminuir o trismo (dificuldade de abrir a boca), pois o calor provoca um relaxamento muscular.

    Compressa fria ou quente pra dor de dente?
    Compressa fria ou quente?

    Uma outra situação é a dor de dente relacionada a um abscesso. O abscesso é um acúmulo de pus, e esse pus é resultado de uma infecção. A infecção pode tanto ter origem no canal de um dente quanto na própria gengiva (ou nos dois ao mesmo tempo). Nesse caso, a compressa quente ajuda a drenar o pus. Porém, cuidado: drenar o pus significa “puxá-lo” para fora, o que é desejável, mas pra que isso ocorra seu organismo terá que providenciar um “caminho intra-ósseo” para o pus. Esse caminho se chama fístula, que geralmente se apresenta como uma bolinha na gengiva, e nada mais é que uma comunicação entre o local onde está o pus e o meio externo. E as fístulas podem doer MUITO. Não bastasse isso, existe a possibilidade do seu organismo drenar o pus através da sua pele, e não pela gengiva, o que pode causar uma ferida muito feia na sua mandíbula, pelo lado de fora. Sério, caso pra cirurgia plástica.

    Como fazer as compressas?

    Claudia Leitte fazendo compressa depois de extrair um siso
    Claudia Leitte fazendo compressa depois de extrair um siso

    Atualmente existem bolsas térmicas com gel que podem tanto ser usadas frias quanto quentes. Facilita bastante ter uma dessas mas, se você não tiver, não há problema… dá-se um jeito ;).

    A compressa fria pode ser feita com gelo, mas lembre-se: o gelo não deve ficar em contato direto com a pele. Você pode colocá-lo num saquinho plástico e enrolar o saquinho numa toalha. Não mantenha a compressa fria sobre o rosto por mais de 10 minutos seguidos e aguarde pelo menos 10 minutos antes de fazer uma nova compressa.

    A compressa quente pode ser feita com uma toalha aquecida com um ferro de passar roupa, por exemplo. Não vá colocar o ferro direto no rosto, hein?! 😉

    E o mais importante:

    Analgésicos, compressas e qualquer outra “receita caseira” que a sua vizinha tenha proposto servirão, no máximo, pra dar uma enganada na dor como medida paliativa. Se o dente doeu, corra no dentista. Isso sim é solução.


  • É preciso MESMO extrair os dentes do siso?

    É preciso MESMO extrair os dentes do siso?

    Siso incluso / retido / impactado

    Um dos primeiros posts deste blog teve como personagem principal ele, o siso. Ou seja, já faz mais de 2 anos que eu venho falando sobre os terceiros molares e, diariamente, recebo muitas e muitas perguntas sobre o dito-cujo. A maioria dessas perguntas contempla a cirurgia em si, ou seja, se dói extrair os sisos e quais são os sintomas comuns após a extração dos sisos. Mas não é raro que alguém me pergunte se precisa extrair os próprios terceiros molares.

    Minha resposta, é claro: não sei. Não tenho como saber, e nem posso me basear em descrições do tipo “meu siso está nascendo e dói” para sentenciar um dente à extração. Não adianta: você vai ter que procurar um dentista e fazer uma avaliação.

    Aí a pessoa vai ao dentista. O siso nunca incomodou. Talvez tenha nascido, talvez nunca tenha dado o ar da graça, mas o dentista decreta: tem que extrair. O cidadão sai do consultório, entra na Internet e cai aqui no blog: “Dra., meus sisos nunca me incomodaram, fui numa consulta de rotina num dentista e ele me disse que eu TENHO que extrair os sisos porque senão terei problemas em breve. É verdade?”

    Mesmo que o siso não incomode, ele pode ter, sim, indicação de extração. Mas uma coisa é fato: tá cheio de dentista por aí sugerindo a extração dos sisos de forma rotineira e sem considerar a relação custo-benefício para o paciente. Tanto é que as pessoas, de forma geral, costumam achar de que todo dente do siso precisa ser extraído mais dia, menos dia… que é algo inevitável. E isso não é verdade. Terceiros molares totalmente irrompidos e bem posicionados, por exemplo, não precisam ser extraídos.

    Ok. Mas então, quais são os principais motivos (oficiais) que justificam a extração de um dente do siso?

    1. Dentes inclusos e/ou impactados: dentes que não nasceram e, considerando seus posicionamentos intra-ósseos, nunca vão nascer.
    2. “Pressão” do dente do siso contra o dente à sua frente, ameaçando a permanência do segundo molar na boca.
    3. Pericoronarite recorrente: a gengiva que cobre o siso vive inflamando.
    4. Dificuldade de higienização: predispõe à pericoronarite e leva, muitas vezes, esses dentes a desenvolverem cáries também.
    5. Motivos ortodônticos (outra controvérsia, que eu discuto em outro texto) ou protéticos

    E por aí vai.

    A grande controvérsia é, sem dúvida, o motivo número 1: os sisos inclusos. Diz a literatura que há uma certa chance de um siso retido (que não nasceu) estar associado a um cisto ou um tumor. Güven et al (2000), analisando 9994 terceiros molares inferiores retidos, encontrou 231 cistos (2,31%) e 79 tumores (sendo 0,02% deles malignos). Já para Yildirim et al (2008), a ausência de sintomas dolorosos não assegura a ausência de quadros patológicos (em resumo: não é porque não dói que está tudo bem). Seu estudo verificou que dentre 120 folículos pericoronários de sisos inferiores retidos (um “saquinho” que aloja o dente em desenvolvimento dentro da gengiva), 23% apresentaram alterações, portanto esses dentes deveriam ser removidos de forma preventiva.

    Caro paciente, decifrando os dados acima pra você: um estudo disse que nem 3% dos sisos inclusos “viram” cistos e, o outro, que 23% dos dentes analisados apresentavam alterações, o que daria base para a ideia de extraí-los preventivamente. Percebem como os números são bem diferentes? Ou seja, existem vários estudos e muitas opiniões a respeito, mas nem os próprios dentistas concordam que sisos inclusos devem ser extraídos “antes de dar problema”.

    A questão que quero levantar é a seguinte: será que nós, dentistas, não deveríamos ser mais prudentes ao indicar remoções cirúrgicas de terceiros molares inclusos assintomáticos? Eu gosto sempre de me colocar no lugar do paciente… se o dente fosse meu, eu  aconselharia a extração? Diariamente recebo comentários de pessoas contando das complicações pós-operatórias que tiveram por causa de dentes inclusos que elas nem sabiam existir, inclusive parestesias permanentes. Nos EUA, por exemplo, apesar dos riscos envolvidos em qualquer procedimento cirúrgico, anualmente milhões (!) de dentes do siso saudáveis e assintomáticos são extraídos pouco antes dos jovens entrarem na faculdade, por uma questão “preventiva”. Pois é.

    Enfim, minha intenção com este texto é chamar a atenção para uma certa banalização das cirurgias odontológicas. Toda cirurgia envolve riscos, não só as neurológicas ou de peito aberto! Cada caso é um caso e deve ser analisado de forma individual, levando em conta a relação custo-benefício para o paciente. Se o siso não dói, não está infeccionado nem cariado e não ameaça outro dente, talvez um acompanhamento periódico seja suficiente. Dessa forma, evita-se o temor da cirurgia, alveolites e rostos inchados, além de certas complicações pós-cirúrgicas que podem marcar para sempre a vida do paciente.

    Vale ler também essa matéria traduzida do New York Times sobre o tema, dica do leitor Danilo Cruz.


  • Comunicação Buco-Sinusal: Sintomas e Tratamento

    Comunicação Buco-Sinusal: Sintomas e Tratamento

    A comunicação buco-sinusal é uma complicação pós-cirúrgica que pode acontecer quando a pessoa se submete à extração de um dente de cima (geralmente o segundo pré-molar, os molares ou o siso). Primeiramente, é importante entender o que esse nome metido à besta isso significa.

    Como o próprio termo sugere, a comunicação buco-sinusal é uma ligação não desejada entre a boca e o seio maxilar, um “buraco” que passa a ligar essas duas regiões anatômicas. A boca, é claro, vocês sabem onde fica ;). Já o seio maxilar é uma região “oca” que fica acima dos dentes superiores. É essa mesma região que inflama quando a gente tem sinusite. Localizou?

    Olha só como tá perto!

    Pois bem. Percebeu como as raízes dos dentes superiores estão pertinho da parte de baixo do seio maxilar? Nem todas as pessoas apresentam essa proximidade mas, quando apresentam, há uma chance de, ao dente ser extraído, uma comunicação buco-sinusal acontecer.

    Comunicação Buco-Sinusal

    Como saber se aconteceu uma comunicação buco-sinusal?

    Através de uma radiografia costuma ser possível visualizar esse tipo de problema. Outra forma bem comum, e que pode ser utilizada no momento da extração, é fazer o teste da “expiração forçada” ou manobra de Valsava. Essa manobra consiste em tampar o nariz do paciente e pedir pra ele fazer força, como se fosse assoar o nariz. Se sair ar do alvéolo (o “buraco” onde estava o dente), fica confirmada a comunicação buco-sinusal. Faça o teste aí! 🙂

    Quais os sintomais mais comuns?

    • Sinusites recorrentes
    • Ao ingerir líquidos, a bebida sair pelo nariz
    • Voz nasalisada
    • Transtornos ao engolir de líquidos e alimentos
    • Mau hálito
    • Coriza (nariz escorrendo)
    • Paladar alterado (gosto ruim na boca)
    • Nariz trancado de um lado só
    • Dor na face e dor de cabeça
    • Tosse noturna devido à drenagem do exsudato (um líquido proveniente da inflamação/infecção) para a faringe.

    Qual o tratamento?

    • Imediato: se a comunicação for notada ainda durante a extração, primeiramente o cirurgião-dentista precisa verificar se o seio maxilar está normal (se não há nenhum corpo estranho dentro dele). Sendo assim, ele fará na hora a aproximação dos bordos da mucosa para fechar o alvéolo e eliminar a comunicação, suturando como se não houvesse amanhã. 😉
    • Tardio: se a comunicação não foi percebida na hora da cirurgia, o cirurgião-dentista primeiro vai tratar qualquer possível infecção. Isso feito, será realizada uma nova cirurgia em que um retalho (pedaço) de mucosa, geralmente retirado do céu da boca, será colocado sobre a comunicação, com o objetivo de “tampá-la”.

    Uma comunicação buco-sinusal pode “se fechar” sozinha?

    Existe a possibilidade disso acontecer em até 48 horas após a cirurgia, caso a comunicação seja MUITO pequena. Mas geralmente a resolução desse tipo de problema necessita de nova intervenção cirúrgica. Um tempo atrás alguém me fez essa pergunta aqui no blog e, pela descrição que a pessoa fez do caso, eu disse que ela precisaria conversar com o seu dentista porque certamente seria preciso fazer uma nova cirurgia para fechar o “buraco”. Porém, o dentista responsável pelo caso disse ao paciente que “era preciso aguardar, porque a comunicação ia acabar se fechando sozinha”.

    Essa pessoa, é claro, retornou aqui para me dar uma mijada confrontar, dizendo que eu o “tinha assustado” e que eu “não devia generalizar dessa forma”. Minha opinião com relação ao caso dele continua a mesma, e gostaria de recomendar aqui o que recomendei a ele: se você tem uma comunicação buco-sinusal, não é a mim (ou à qualquer outra ~~pessoa da Internet~~) que você deve perguntar se vai “fechar sozinha”… pergunte ao seu dentista. Eu nunca examinei você, portanto não tenho os dados necessários para lhe dar essa informação de forma precisa.

    Quais as recomendações pós-operatórias?

    Se você fez uma cirurgia para reparar uma comunicação buco-sinusal, você não deve assoar o nariz nem realizar bochechos. A alimentação dele ser líquida e/ou pastosa.  Os pontos serão removidos depois de 1 semana, e seu dentista pedirá que você retorne periodicamente para acompanhar o caso.


  • Falta um dente… posso usar aparelho?

    Falta um dente… posso usar aparelho?

    Essa é uma dúvida muito comum de quem quer usar aparelho. Será que a ausência de um ou mais dentes impede que a pessoa se submeta a um tratamento ortodôntico? Não apenas não impede como, em alguns casos, é mais um motivo pra isso.

    O aparelho ortodôntico serve, basicamente, para posicionar os dentes no lugar onde eles deveriam estar. Essa reposicionamento dentário gera uma série de benefícios para o paciente, tanto estéticos quanto funcionais. Quando a pessoa tem todos os dentes é até fácil de entender como o aparelho funciona, mas… e quando não tem? Quando não tem… funciona do mesmo jeito! A ideia é a mesma: os dentes que existem tem um lugar certo para ficar. E o tratamento ortodôntico visa colocá-los exatamente nesse lugar.

    Você deve estar se perguntando: mas não vai ficar um buraco no lugar onde falta o dente? Depende do plano de tratamento. Em alguns casos, o melhor para o paciente é guardar o espaço de um dente perdido para, posteriormente, se colocar um implante. Em outros casos, o ideal é fechar esse espaço colocando um outro dente no lugar, ou seja, “juntando” os dentes.

    Veja os 2 casos abaixo. Em ambos, o paciente nasceu sem 2 dentes, 1 incisivo lateral de cada lado, o que é algo bastante comum. Porém, as soluções foram diferentes: no primeiro caso, optou-se por fechar os espaços. Já no segundo, os espaços foram abertos para que coubessem 2 implantes, 1 de cada lado, que substituíssem os dentes faltantes. Eis 2 soluções opostas e 2 pacientes totalmente satisfeitos. 😉

    Caso 1:

    1. As setas indicam onde deveriam estar os incisivos laterais
    2. Aparelho recém-instalado
    3. Caso finalizado, com o fechamento do espaço onde deveriam estar os incisivos laterais
    4. Caninos remodelados para se parecerem com incisivos laterais
    Agenesia de laterais, caso 1

    Caso 2:

    1. As setas indicam onde deveriam estar os incisivos laterais
    2. Aparelho recém-instalado
    3. Prótese provisória usada durante o tratamento ortodôntico
    4. Caso finalizado, mantendo-se o espaço dos dentes faltantes, para posterior instalação de implantes
    Agenesia de laterais, caso 2

    Outra situação recorrente é a perda precoce de um primeiro molar. E aí… dá pra puxar o segundo molar e fechar o espaço deixado pelo primeiro? Pode ser que dê. Mas quem vai avaliar a viabilidade disso é o ortodontista, que precisa verificar uma série de condições pra que isso dê certo: há quanto tempo o dente foi extraído, a quantidade de osso que se perdeu, a inclinação do segundo molar, etc..

    Portanto, não se preocupe: a falta de qualquer dente não contra-indica o uso de aparelho ortodôntico. Tendo você nascido sem um dente ou extraído algum pelo caminho, procure um ortodontista e faça uma avaliação. Solução sempre há.

    Fonte das imagens: CABRERA, Carlos Alberto G.; CABRERA, Marise de Castro. Ortodontia Clínica, 2a edição.


  • O que é melhor: tratar o canal ou arrancar o dente?

    O que é melhor: tratar o canal ou arrancar o dente?

    Pergunta de um leitor:

    “O que é melhor para um menino de 16 anos… tenho um dente em estado ruim, o que eu faço? Extraio o dente ou faço o canal… o que é melhor? Minha mãe falou que canal é ruim, pode quebrar… ela acha que o melhor é arrancar porque é o penúltimo dente de cima”.

    Essa é uma pergunta que eu ouço bastaste e, assim como a do leitor, muitas vezes ela vem associada com a opinião do pai / da mãe / do vizinho sobre o que deve ser feito.

    Geralmente, o leigo acha que o dentista sempre vai querer manter o dente porque é mais dinheiro no bolso dele… só que isso não é verdade. De forma imediata, salvar um dente parece mais caro, já que um tratamento de canal costuma custar mais do que uma extração dentária. Mas sabe o que é mais caro ainda? Um implante e uma prótese.

    Se tivessem tentado tratar o canal…

    Você até pode achar que extrair um dente significa “menos um pra dar trabalho”, mas eu acho que só se troca um problema pelo outro. Se cada dente cariado ou com necessidade de tratamento de canal for simplesmente extraído, um dia o estoque acaba, não é mesmo?! E, enquanto não acaba, o buraco só vai aumentando… faz-se o que com ele? Gente, dente serve pra mastigar! Se não há dente (ou uma prótese que o substitua), seu cardápio vai ser só sopa! Não sei você, mas eu não dispenso um bom churrasco…

    Segundo a mãe do nosso leitor, “canal é ruim porque pode quebrar”. Não é bem assim. Dentes com tratamento de canal precisaram ser abertos, perderam tecido dentário (além daquele que já tinha sido perdido para a cárie) e ficam mais frágeis A NÃO SER QUE sejam restaurados logo em seguida do tratamento de canal ser concluído. Ou seja, muitas vezes os dentes que tiveram seus canais tratados se quebram porque não foram restaurados, ficando só na massinha por longos períodos… até quebrarem.

    Enfim, não sou a dona da verdade e sei que a vida não tá fácil pra ninguém. Reconheço que muitas pessoas não têm condições de pagar por um tratamento de canal particular. Mas o serviço público e as faculdades de Odontologia estão aí pra isso. Nesses lugares é possível conseguir atendimento gratuito. Informe-se da disponibilidade desses serviços na sua cidade. Sim, provavelmente você vai demorar mais para ser atendido mas, ao contrário da fama, o tratamento não deve nada ao particular.

    Vale a pena ficar com os seus dentes, e a decisão por manter ou extrair não é apenas uma questão do que você prefere fazer, mas da indicação do seu dentista e do plano de tratamento. É mais barato ter todos os dentes DESDE QUE você aprenda a cuidar deles. Peça orientação ao seu dentista. Gastar com saúde, de forma planejada, é investimento, não prejuízo.


  • Arranquei um dente, posso…?

    Arranquei um dente, posso…?

    Depois de uma extração dentária, alguns cuidados são necessários. O básico é o seguinte:

    1. Não fazer esforço físico.
    2. Não ingerir alimentos consistentes ou duros.
    3. Não ingerir alimentos e bebidas quentes. Prefira os mornos e frios.
    4. Não fumar.
    5. Não ingerir bebidas alcoólicas.
    6. Não fazer bochechos (a não ser quando indicado por seu dentista) ou cuspir.
    7. Higienizar o local.
    8. Tomar a medicação que seu dentista prescreveu, pelo tempo indicado por ele.
    9. Comparecer para remover os pontos.

    Cumprindo à risca a listinha acima, dificilmente haverá algo com o que se preocupar. Porém, não é todo paciente que leva à sério todas essas recomendações. Alguns quesitos da lista (e suas variações) são recorrentemente ignorados. Perguntas que mais escuto por aí:

    Arranquei um dente, posso fazer sexo?

    Hoje, não. Sexo demanda esforço físico, e esforço físico deve ser evitado (item 1). Por mais que você prometa que não vai se exceder e que a “atividade” será leve, não há como garantir isso no meio da empolgação. E sexo oral? Fazer, não pode… receber, não é da minha conta 😉 . Qualquer movimento que exija o ato de sucção por sua parte é contra-indicado depois de uma extração dentária. Isso porque se forma um pequeno coágulo dentro do buraco onde o dente estava (alvéolo), com função de proteger o local e favorecer a cicatrização. Fazer bochechos, cuspir ou chupar QUALQUER COISA pode remover esse coágulo e causar sangramento.

    Proibido fazer sexo

    Sossegue o facho por uns dias, ok?!

    Arranquei um dente, posso beber?

    Não. Bebidas alcoólicas interferem e interagem com a medicação que o seu dentista prescreveu. Se você quer que os analgésicos e/ou antibióticos que você está tomando façam efeito, melhor deixar a cervejinha pra outra hora.

    Proibido beber

    Arranquei um dente, posso tomar café ou chimarrão?

    Não aconselho. Nada contra esse tipo de bebida… o problema não está na ingestão em si, mas na temperatura em que esses líquidos são consumidos, geralmente muito quentes. Prefira bebidas (não-alcoólicas) frias ou geladas.

    Arranquei um dente, posso fumar?

    Não. Nem unzinho? Não. O movimento de puxar a fumaça (assim como o de bochechar, chupar e cuspir) cria uma pressão negativa dentro da boca que prejudica a manutenção do coágulo (a “rolha” que protege o alvéolo). Também, o calor da fumaça pode potencializar o processo inflamatório. Por fim, quem fuma corre muito mais risco de desenvolver uma alveolite, que é a inflamação / infecção do alvéolo. A alveolite pode começar uns 2 dias depois da cirurgia, dói muito e dura de 1 semana a 10 dias. Vai arriscar?

    Proibido fumar

    Arranquei um dente, posso tirar os pontos sozinho?

    Não, procure o seu dentista. A consulta para remoção de sutura serve também para que o dentista avalie a cicatrização e verifique se está tudo bem com você. Também, pra ver se é preciso alguma intervenção da parte dele. E convenhamos: aquela tesoura que você usa pra cortar os pêlos do nariz não é lá um instrumento muito adequado pra isso, né?!

    Essas são as dúvidas mais comuns, mas existem muitas outras. Se a sua dúvida ainda não foi esclarecida, use os comentários pra perguntar! E lembre-se: a maioria das complicações após extrações dentárias têm a ver com excessos por parte do paciente. Portanto, siga sempre as orientações do seu cirurgião-dentista!

    Veja: