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  • Mitos da Odontologia: Higiene Bucal

    Mitos da Odontologia: Higiene Bucal

    Tudo nessa vida tem seus mitos e a Odontologia não poderia ficar de fora. Existem algumas lendas que circulam por aí e que a maioria das pessoas aceita como verdade, geralmente sem questionar. Talvez porque nossos pais ensinaram assim, talvez porque a verdade não é legal nem reconfortante (ou não interessa comercialmente).

    Portanto, vamos deixar as coisas claras? Inauguro uma nova série aqui no blog: Mitos da Odontologia, e o tema hoje é higiene bucal. Eis 5 coisas que você achava que eram verdade e não são:

    5 Mitos da Higiene Bucal
    • “Escova de dentes com cerdas duras limpa mais”

      Não limpa, pelo contrário. Cerdas duras, associadas à muita força na escovação, podem machucar a gengiva e causar recessões gengivais, o que expõe parte das raízes dos dentes e pode levar à sensibilidade dentinária. A melhor escova de dentes é aquela bem macia, de cabeça relativamente pequena (que alcança todos os lugares) e cerdas retas e da mesma altura.

    • “Para uma limpeza completa, é preciso usar enxaguante bucal”

      Ao contrário do que os comerciais das grandes empresas do ramo da higiene bucal pregam, enxaguatórios não devem fazer parte da nossa rotina de higiene. Isso por vários motivos mas, principalmente, porque esse tipo de produto “bagunça” a flora bucal, alterando o equilíbrio entre as bactérias boas e ruins que existem na boca. Ainda, o álcool presente em muitos enxaguatórios porque “quando arde é que é bom” pode causar descamação e lesões na mucosa. Em resumo: só utilize enxaguante bucal de forma contínua se o seu dentista lhe disser pra fazer isso. Escova e fio dental são mais do que suficientes para realizar uma higiene bucal completa.

    • “Quando a gengiva sangra é melhor escovar menos os dentes”

      Pelo contrário! Quando a sua gengiva sangra ao escovar os dentes e/ou usar o fio dental (e às vezes até de forma espontânea) é sinal de gengivite, que é a inflamação da gengiva. O que causa a inflamação da gengiva é a presença constante de placa bacteriana (aquela camada áspera que fica sobre os dentes depois que a gente come) e, para removê-la, você precisa escovar os dentes! Algumas pessoas pensam que o sangramento é causado pela escovação em si, que “machuca” a gengiva, mas isso não é verdade. Escove os dentes direitinho e o sangramento vai diminuir até parar.

    • “Pastas de dente abrasivas limpam melhor”

      De forma alguma. Os melhores cremes dentais são aqueles que apresentam uma relação adequada entre abrasividade e poder de limpeza, ou seja, quanto menos abrasiva e com maior poder de limpeza, melhor a pasta de dente. Pasta abrasiva é aquela de consistência “arenosa”, às vezes com pequenas partículas, e o papel principal dessas substâncias é o de “lixar” o esmalte dos dentes. Essa ação pode remover manchas superficiais (principalmente se você fuma ou toma muito café), e é esse o grande “segredo” dos cremes dentais “clareadores”. Eles não clareiam absolutamente nada, apenas desgastam tecido dentário, podendo levar, a médio prazo, à sensibilidade dentinária. Existe uma escala que demonstra o grau de abrasividade dos cremes dentais chamada RDA, mas ela não vem explícita nas embalagens. Portanto, pra saber, só entrando em contato com o fabricante.

    • “Escova boa é escova cara”

      Até parece! Escova cara é… escova cara. Ela pode até ser boa, mas provavelmente será coincidência. Já citei, acima, as características de um boa escova de dentes. Quando se vai muito além dessas características, deixa-se a esfera da higiene bucal pra se entrar no âmbito da estratégia de marketing. O que conta MESMO é saber usar a escova de dentes e usá-la sempre. A tecnologia envolvida, embora possa ajudar, não é determinante. Recomendo, inclusive, que você não compre uma escova de dentes cara… compre uma bem baratinha e macia. Assim dá menos pena de jogar ela fora quando as cerdas começarem a entortar e ela não servir mais pra nada.

    Existem outros mitos sobre higiene bucal, mas esses são os principais. Em caso de dúvida, não esqueça: a pessoa mais indicada para orientar você sobre esse assunto é o seu dentista. Não pergunte pra vizinha ou pro balconista da farmácia… pergunte pra quem sabe, e não pra quem acha que sabe. 😉


  • Como Escovar os Dentes Usando Aparelho

    Como Escovar os Dentes Usando Aparelho

    Quem usa ou já usou aparelho ortodôntico sabe: escovar os dentes com aquele monte de “ferros” na boca deveria ser considerado o 13o trabalho de Hércules 😀. É chato, é difícil e faz você perceber que era feliz e não sabia. E ainda tem gente que quer usar aparelho só de enfeite…

    A higienização adequada durante o tempo de tratamento ortodôntico é essencial. Isso porque o aparelho dentário funciona como uma espécie de “rede”, ou seja, tudo o que você come pára ali. Se a sua dieta não for criteriosa, evitando alimentos duros, fibrosos e pegajosos, piora: além de sujo, você pode acabar com o aparelho quebrado.

    Tudo o que você precisa para escovar o dentes usando aparelho

    O aparelho ortodôntico consiste em uma série de “pecinhas” chamadas bráquetes que são coladas em cada dente. Os bráquetes, por si só, já são o ambiente perfeito para o acúmulo de placa bacteriana, aquela sujeira branca que deixa os dentes com a textura áspera quando passamos a nossa língua sobre eles. Quando a placa se acumula e não é removida com frequência, cresce a chance do desenvolvimento de cáries e gengivite.

    Não bastassem os bráquetes, ainda tem o arco… aquele fio que vai encaixado neles. A grande dificuldade que o arco proporciona na higienização dos dentes é na hora de passar o fio dental: não passa! Para conseguir usar o fio dental, faz-se necessário o uso de um “passa fio”, que é uma agulhinha plástica onde você prende o fio para passá-lo por baixo do arco e conseguir limpar o espaço entre os dentes.

    Para escovar os dentes, você pode continuar usando a sua escova de dentes “normal” mesmo, mas você vai perceber que ela se estragará (as cerdas entortarão) mais rapidamente. Ou seja, você terá que trocar de escova com mais frequência. Uma boa ajuda pra quem usa aparelho é a escova interdental, pois ela consegue entrar por baixo do arco e limpar onde a escova de dentes regular não alcança. Escovas “de tufo” ou intertufo podem ser bastante úteis também.

    Como uma imagem vale mais do que mil palavras e eu falo pra caramba, assista o vídeos abaixo para entender como escovar os dentes usando aparelho. Não tem erro:

    Então, anote aí o kit essencial de higiene bucal pra quem usa aparelho ortodôntico:

    1. Escova de dentes “normal”;
    2. Escova “de tufo” ou intertufo (opcional);
    3. Escova interdental;
    4. Passa-fio.

    Somem-se a esse “arsenal” a orientação profissional do seu ortodontista (pergunte pra ele como se faz!), muita força de vontade e disciplina. Essas escovas e o passa-fio não custam caro não, existem opções bem acessíveis nos supermercados e nas farmácias que dão conta do recado. O que pode sair BEM caro, tanto para o seu bolso quanto para sua saúde, é não escovar os dentes direito durante o tratamento ortodôntico. Portanto, assuma a responsabilidade pela sua saúde bucal… porque botar a culpa no dentista já saiu de moda!

    Se você não usa aparelho também precisa manter tudo limpinho! Veja aqui como escovar os dentes.

    Veja também:

    Como Escovar Os Dentes com Aparelho Fixo, no OdontoBLOGia

    Como Limpar Aparelho Ortodôntico Fixo, no Blog do Dentista


  • Como Escovar os Dentes

    Como Escovar os Dentes

    Escovar os dentes é algo realmente simples. O que não quer dizer que você saiba fazê-lo 🙂 . Porque, por mais que a técnica seja simples, ainda é uma técnica… que precisa ser aprendida, exercitada, aprimorada. Vamos ver se a gente aprende, de uma vez por todas?

    Tô devendo este post há um tempão, vários leitores (e pacientes) já me pediram por orientação em higiene bucal. Mas se vocês não têm tempo de escovar os dentes, imagine eu de escrever post 😀 ! Vamos começar pelo básico: o material necessário. Você irá precisar de uma escova de dentes e pasta dental. (OH!)

    Escovar os dentes é uma arte!

    Qual é a melhor escova de dentes?

    A escova de dentes ideal deve ter cerdas macias. Acredite, as escovas médias e duras PARECEM que limpam mais, mas não limpam, além de aumentar as chances de você machucar sua gengiva. A cabeça da escova, onde estão as cerdas, não pode ser muito grande, pois ela precisa caber em todos os cantos da sua boca.

    Vale a pena comprar uma escova de última geração, do tipo ultra maxi mega cleaning effect? Se você tiver condições financeiras e a escova power preencher os requisitos que eu citei, compre. Uma bem bonita. Mas se o seu dinheiro não dá em árvore, compre uma escova mais barata , pra não ter pena de jogar ela fora quando estragar. E, ao primeiro sinal de cerdas tortas (viradas pra fora), troque-a imediatamente. Não interessa se você a possui há 15 dias, 1 mês ou 3 meses. Troque, ela não serve mais.

    Qual é a melhor pasta de dentes?

    As empresas de produtos de higiene bucal vivem se engalfinhando pra convencer você de que só a pasta de dentes que elas vendem é que é boa. E os cremes dentais famosos, são mesmo bons? São ótimos. Mas cumprem o mesmo papel que opções mais baratas. O importante é que a pasta não seja muito abrasiva e que contenha flúor, na proporção de 1100 ppm a 1400 ppm (partes por milhão) –> ATENÇÃO: isso para adultos (crianças até 6 anos devem usar dentifrício sem flúor caso ainda não dominem o reflexo de cuspir por completo. Vale a indicação do dentista / odontopediatra). Essas  informações estão na embalagem, é só procurar.

    E o fio dental?

    Sim, sim, não esqueçamos dele. A escova não consegue limpar entre os dentes, é fato. Portanto, se você ainda não tem o costume de usar o fio dental, já tá na hora. Você pode usar o fio ou a fita, tanto faz. O que interessa mesmo é usar, de preferência antes de escovar os dentes.

    Tá, e como escovar os dentes? Veja:


    Ou assista aqui: http://youtu.be/bSXbBJ1ZrlQ


    Ou assista aqui: http://youtu.be/CnbG0Sj919M


    Ou assista aqui: http://youtu.be/34CAqhXugEg

    Comentários sobre os vídeos:

    1. O quarto vídeo, que eu nem coloquei aqui, se refere ao uso do enxaguante bucal. Não recomendo que você use qualquer enxaguatório de forma contínua e sem orientação e/ou prescrição do seu dentista. Eu mesma não tenho costume de usar e vejo esses produtos apenas como coadjuvantes na higiene bucal, mas certamente não são essenciais como se prega por aí. Existem vários tipos de enxaguantes bucais, com propriedades bem distintas. Usá-los de forma indiscriminada pode causar dois problemas: alteração do seu paladar (a forma como você sente o gosto das coisas) e uma bela bagunça na sua flora bucal (as bactérias “boas” que vivem na sua boca). Já falei aqui no blog um monte de vezes: nem todas as bactérias são inimigas. Não há necessidade nenhuma de agir como um bactéria killer.

    2. A parte de trás da cabeça da escova de dentes não é o melhor instrumento para limpar a língua, funciona pouco ou nada. Use um raspador lingual específico pra esse fim ou, melhor ainda, escove a língua com as cerdas da escova de dentes.

    3. Não recomendo especificamente nenhuma marca de produtos de higiene bucal.

    E o mais importante: não entendeu alguma coisa? Pergunte ao seu dentista. É nossa função, a mais importante e nobre delas, orientar você com relação à sua higiene bucal. 🙂


  • A Culpa é do Dentista!

    A Culpa é do Dentista!

    Higiene bucal. Estas duas palavrinhas são o mínimo que qualquer mortal precisa pra ter uma dentição da qual se orgulhe. E eu digo “mínimo” porque tem-se que considerar outros fatores, tais como: genética, condições sistêmicas, histórico de trauma, sorte… 🙂

    Gengivite e um montão de placa.

    Vamos considerar um paciente padrão. Ele é provido de uma genética favorável, não apresenta nenhuma condição sistêmica que prejudique diretamente sua higiene bucal (uma doença que afete sua coordenação motora, por exemplo, e que impeça ou dificulte o uso da escova de dentes e do fio dental), nunca sofreu um acidente grave em que teve perda de elementos dentários. Uma pessoa comum.

    A maioria dos pacientes são pessoas comuns, e chegam no consultório odontológico com queixas e justificativas recorrentes. Esses mesmos pacientes não costumam se orgulhar das condições bucais que exibem. Abordei essa questão no post Vergonha do Dentista. Hoje quero bater mais uma vez na tecla da co-responsabilidade do profissional e do paciente odontológico. Com especial atenção para a parte que cabe a esse último.

    Na faculdade somos compelidos a motivar a higiene bucal dos nossos pacientes, especialmente na disciplina de periodontia (parte da Odontologia que trata dos tecidos de suporte dos dentes). Acho sim que é um papel que nos cabe, e que muitas vezes negligenciamos. Mas uma coisa que eu nunca engoli é a posição de que se o paciente não faz uma boa higienização a culpa é do dentista, pois ele não orientou e/ou motivou o paciente como deveria. Discordo.

    Certa vez um paciente chegou, muito bravo, na clínica onde eu então trabalhava. Perguntei o porquê de sua irritação. Ele me contou que 6 meses antes havia feito uma “limpeza” com uma colega minha, da mesma clínica, e queria o seu dinheiro de volta. O que o contrariava era o fato de que havia se passado apenas 6 meses e os seus dentes já estavam todos sujos e cheios de tártaro de novo! O que estava claro, pra ele, é que a “limpeza” da minha colega era muito ruim, pois não durava nada.

    “Sr. Fulano, o senhor tem carro?” Ele respondeu que sim, imaginando em que contexto se encaixava aquela pergunta. Perguntei então se ele costumava lavar seu próprio carro. Ele disse que não, que levava o veículo a um lava car. “Com que frequência o senhor lava seu carro?” A essa altura, o homem já estava achando que eu queria comprar o carro dele… ou que o tratamento ia custar o valor do veículo! 😀 Ele me respondeu que a cada 2 semanas, mais ou menos.

    “Pois bem”, continuei. “E se o senhor deixar de levar o seu carro com frequência no lava car, o que acontece?” Ele respondeu: “O meu carro vai ficar sujo!” (aí ele já imaginava onde é que eu queria chegar…). Levantei a seguinte hipótese: “E se o senhor não levar o seu carro para lavar durante 6 meses e, durante esse tempo, pegar chuva, sol, pó, participar de um rally off-road, etc…. quando aparecer no lava car, vai reclamar com o dono do estabelecimento da sujeira do seu veículo e pedir o dinheiro da última lavagem de volta?” Pois é.

    Atendi o homem e fiz a “limpeza” caprichada que ele queria (e precisava). Expliquei como higienizar seus dentes. E deixei bem claras as possibilidades que ele tinha para manter sua condição bucal do jeito que eu deixei quando ele saiu:

    1. Não comer nada que sujasse seus dentes até a próxima consulta. (= deixar o carro na garagem) OU
    2. Vir me visitar a cada 2 semanas. (= levar o carro pra lavar de vez em quando) OU
    3. Escovar os dentes e usar o fio dental regularmente. (comprar uma mangueira e um esfregão e… mãos à obra!)

    Não transfira a responsabilidade pela sua saúde bucal pra nada e pra ninguém. Dentes sujos não aparecem simplesmente na sua boca, eles são produto de uma higiene bucal inadequada e/ou negligenciada. Tomar muito antibiótico na infância não faz os seus dentes se quebrarem sozinhos e gravidez não é motivo para os seus dentes caírem, por mais que você acredite nessas coisas. Tem alguma dificuldade e precisa de orientação? Procure um dentista. Mas lembre-se: estamos aqui pra fazer a nossa parte. A sua só cabe a você.


  • Não Se Case Com Sua Escova de Dentes!

    Não Se Case Com Sua Escova de Dentes!

    Escovar os dentes. Um hábito simples, eficiente e… negligenciado. O ato de escovar os dentes proporciona muito mais do que bom hálito. É uma questão de higiene, portanto, colabora com a saúde. E não só a saúde bucal. Aliás, que mania é essa de separar as “saúdes”? Ou sua boca é um ser autônomo? (desculpa aí se você usa dentadura…) 😛

    Escova de dentes BEM usada
    Escova de dentes BEM usada

    Por que escovar os dentes é importante?

    Quando você come, seus dentes se sujam. Você percebe isso porque fica uma camada áspera sobre eles. Essa camada é a placa bacteriana. A placa bacteriana é composta por bactérias, resíduos alimentares, açúcares e otras cositas más. Existem bactérias específicas que causam cáries, entre elas a mais famosa é o Streptococcus mutans. Esse bichinho safado microrganismo faz a festa em ambientes ácidos, exatamente o que vira a sua boca quando você come muitos alimentos ricos em açúcar. Ele metaboliza esses açúcares e desencadeia a desmineralização dos dentes, ou seja, a cárie. Ah, uma curiosidade: etimologicamente, a palavra cárie significa “material podre”. Então, quando aquele paciente gentleman chega dizendo “Doutor, meu dente tá podre!”, ele tem razão. 🙂

    Pra deixar as bactérias “menos confortáveis”, o negócio é caprichar na escovação. Quando você escova os dentes, “bagunça a casa” delas. Mas não basta só escovar rapidão, de qualquer jeito e de vez em quando. Tem que ter disciplina e técnica.

    Quando é hora de trocar a escova de dentes?

    Um estudo realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) revelou que o brasileiro troca de escova de dentes em média a cada 18 meses. Um ano e meio! É muito. Não consigo nem me imaginar usando a mesma escova de dentes por tanto tempo. Use o bom senso, né?! Quando a sua chegar no estado dessa da foto, já passou do dia de trocar há uns 2 anos 🙂 .

    Qual escova de dentes comprar?

    Eu falo mais especificamente sobre isso no post qual é a melhor escova de dentes?, mas na hora de comprar sua próxima escova de dentes, ela deve:

    • Ser macia. “Ah, mas macia parece que não limpa”. Limpa sim. E como brinde, não destrói a sua gengiva.
    • Ter a cabeça pequena, pra alcançar todos os cantinhos.
    • Ser trocada no primeiro sinal de “cansaço” (cerdas tortas).

    E, compre uma escova de dentes barata! Não precisa ser “daquela marca”! Sabe aqueles pacotes compre 2 e leve 3? Se as escovas tiverem as características acima, tá valendo! Quando você compra uma escova muito cara, tem pena de jogar fora… e não entre nessa de marcar data pra substituir a sua. Tipo, “você deve substituir a sua escova a cada 45 dias”. Isso não existe. Olhe pra cara dela e, se não gostar do que estiver vendo, LIXO! Mais duas dicas: lave bem e seque a sua escova após o uso e não a abafe com protetores. Isso diminui a possibilidade de bactérias virem morar nela, já que o ambiente ideal para a proliferação desses serzinhos é o quente, úmido e abafado.

    * * *

    Aí vem um cidadão e diz que “não precisamos escovar os dentes”. O autor da declaração é ninguém mais, ninguém menos, que Paul Warren, o vice-presidente de assuntos sobre a saúde bucal da P&G, grupo que controla a marca Oral-B. Recomendo que você leia até o fim a entrevista dada à revista Veja. Só pra adiantar, ele diz isso baseado em um estudo onde, durante dois anos, os voluntários não escovaram os dentes, apenas fizeram bochechos com enxaguantes à base de clorexidina, um antisséptico bucal eficientíssimo e famoso por provocar manchas nos dentes e alteração de paladar quando usado de forma contínua. Ah, e clorexidina não limpa ENTRE os dentes. Ponto para o fio dental! 🙂