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    Pergunte ao SEU Dentista

    Eu adoro responder perguntinhas odontológicas na Internet. Faço isso o dia todo aqui no blog, por e-mail e no Pergunte ao Dentista. Aliás, não sei se vocês notaram, mas cada post meu é na verdade uma resposta mais detalhada a alguma pergunta que eu vivo escutando (ou lendo). Tem certas perguntas recorrentes que eu já respondi centenas de vezes (mesmo, sem exagero algum). Se eu ganhasse R$ 1,00 cada vez que me perguntam “quanto custa tal procedimento?”, “quanto tempo eu vou usar aparelho?” ou se “tá certo o que o dentista fez”, eu tava feita (e precisaria comprar um porta-moedas maior)! 😉

    Taí um botão que seria útil em muitos teclados…

    Esclarecer dúvidas via Internet ou qualquer outro meio não-presencial é uma forma de apenas orientar o paciente. Tem certas perguntas que só um exame clínico, uma tomada radiográfica e uma anamnese bem feita podem responder. Acontece muito da pessoa descrever sintomas e pedir diagnóstico. Não dá.

    Um comportamento muito comum de quem pergunta na Internet (e é isso que eu quero abordar) é o de tentar complementar as informações que faltaram na sua consulta ou atendimento odontológico. Por exemplo: se a pessoa teve um dente extraído, ela quer saber o que pode e o que não pode fazer (e por quanto tempo). Se o ortodontista instalou só a parte de cima do aparelho, a dúvida que fica é quando ele vai instalar a parte de baixo. Se o problema foi uma pancada e o dente está mole, a pessoa quer saber se “fica duro de volta” e de quanto em quanto tempo tem que voltar no dentista para reavaliar.

    Gente… pergunte ao SEU dentista!

    Eu não sei se a dúvida não ocorreu na hora do atendimento (o que pode acontecer) ou se é vergonha de fazer uma pergunta “boba”, mas o que não falta é gente perguntando para o dentista da Internet o que deveria ter perguntado para o dentista de verdade (não que o da Internet não seja de verdade… ;))! Se você refletir um pouquinho vai perceber que certas perguntas só podem ser respondidas por quem já examinou você… e que aquela sua descrição do problema do tipo “está doendo a minha gengiva perto do meu dente do fundo” não é suficiente pra saber o que você tem e muito menos pra dizer qual remédio você tem que tomar (se é que tem).

    Resumindo: se você quer saber quando precisa retornar para remover os pontos da cirurgia ou em que dia, mês e ano vai poder tirar o aparelho… pergunte ao SEU dentista. Ele é o único que conhece o seu caso e está apto para lhe dar uma resposta com conhecimento de causa. No mais, eu continuo por aqui… orientando e ajudando no que eu puder.