
Na última semana vem circulando um vídeo da Turma do Bem nas redes sociais. A Turma do Bem, pra você que não conhece, é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que tem como missão “…mudar a percepção da sociedade sobre a questão da saúde bucal e da classe odontológica com relação ao impacto socioambiental de sua atividade”. Em resumo: a ideia é promover, sim, o acesso da população ao tratamento odontológico, mas mais que isso: promover orientação em saúde/higiene bucal e influenciar e mudar políticas públicas a esse respeito. O vídeo que mencionei, que pode ser visto logo abaixo, chama a atenção para um problema em princípio de solução simples: acesso a escova de dentes, pasta e fio dental. Assista:
Ou assista aqui
É uma realidade tão distante da nossa que parece um exagero até. Escovas de dente coletivas, pais que resolvem arrancar os próprios dentes (cuja permanência em boca já está, de qualquer forma, comprometida) para “favorecer” os filhos que ainda têm uma chance de manter alguns, gente usando sabão como sabonete e sabonete como pasta de dente, fios dentais “artesanais” fabricados a la MacGyver com pedacinhos de sacolas plásticas. Dá pra acreditar? Pois é.
Se a parte real do vídeo nos choca (espero que sim, pelo menos), a composta por personagens fictícios nos faz pensar em como nós mesmos nos comportamos diante da realidade. Destaco o político e a socialite… o primeiro por “fazer de conta” que se importa e a segunda pela visão Maria Antonieta que representa: se não tem pão, que comam brioches!
Creio que vale a pena divulgar o vídeo, mas não dá pra parar por aí: é preciso cobrar de quem pode fazer alguma coisa a respeito, coisa que a TdB tem procurado fazer. E você, colega, não precisa necessariamente fazer parte da TdB pra entrar na briga. Divulgue o vídeo, vote com consciência, transforme sua indignação em vontade de agir e colaborar na solução do problema. Não dá pra cada dentista sair por aí distribuindo produtos de higiene bucal (não mais do que nós já fazemos), mas é nosso dever valorizar a higiene como método preventivo nos nossos consultórios. E exigir que a classe política não apenas “faça de conta” que se importa, mas aja de forma resolutiva.






