Doutor, arranca o meu dente?

Já ouviu essa frase no consultório? Sr. Paciente, já disse isso para o seu dentista? Já me fizeram esse pedido várias vezes. A frase acima exemplifica um comportamento muito comum dos pacientes na Odontologia: dizer ao dentista o que é que tem que ser feito.

Esse já era!

Funciona assim: o paciente entra no consultório, com dor ou não, e já vai dando as diretrizes: “Doutor, esse dente aí tá podre. Não adianta mais. Eu vim arrancar ele”. Aí o dentista, calmamente, diz: “Posso, primeiro, ver o seu dente?” E então, no exame clínico e, quase sempre, radiográfico, confirma-se ou não a necessidade da exodontia (extração) do elemento. Quando é constatada a real indicação de exodontia, ok. Mãos à obra. E quando o dente tem salvação?

Já volto para essa questão. Vamos, antes, analisar esse comportamento tão corriqueiro dos pacientes odontológicos. Ninguém chega no médico e diz: “Doutor, esse coração aí tá podre. Não adianta mais. Eu vim transplantar ele”. Ah, alguém diria, não dá pra comparar dente com coração…. Não? Ambos são órgãos humanos, úteis e, se não estiverem presentes, fazem falta. O problema está na banalização da Odontologia. O paciente vê você, meu colega, como um arrancador de dentes. Um fazedor de dentaduras. Um limpador de tártaro. Ele não enxerga os anos de estudo que o prepararam e muito menos a sua verdadeira profissão: promotor de saúde. E não só bucal.

Os maiores culpados da banalização da Odontologia somos nós, cirurgiões-dentistas. Nós não nos valorizamos como profissionais de saúde. Nós fazemos qualquer negócio! As clínicas “pop” estão aí pra quem quiser ver. Eu já trabalhei em clínica popular (como 95% dos recém-formados que nao abrem consultório), e sei como funciona: você pergunta para o paciente o que ele quer e… faz. Veja, não há problema nenhum em perguntar ao paciente o que ele deseja, e acredito que essa pergunta seja parte fundamental da elaboração do plano de tratamento. Mas simplesmente comportar-se como um macaquinho adestrado, não dá!

Aí tem o outro lado da moeda… o paciente carente. Você planeja um tratamento incrível, uma reabilitação bucal completa, próteses fixas, enxertos ósseos, implantes… mas o paciente não pode pagar. Sem problema, existem outras opções mais baratas e igualmente saudáveis a serem propostas. Agora, voltando à questão daquele dente que “tem salvação”, imagine: seu paciente chega urrando de dor, implorando para que você faça aquilo parar. “Doutor, arranca PELAMORDEDEUS!”. Você avalia que o dente não está condenado, e uma endodontia bem feita resolveria o problema (seguida, é claro, de restauração ou coroa). Você informa isso ao paciente. Ele diz: “Não, Doutor, eu não tenho dinheiro pra fazer canal e essas coisas, eu prefiro arrancar”. E aí? QUERO SABER SUA OPINIÃO E CONDUTA NOS COMENTÁRIOS, LÁ EMBAIXO.

Enfim…

Sr. Paciente: respeite a opinião do seu cirurgião-dentista como profissional de saúde. Não diga a ele o que ele deve fazer. Ele estudou bastante e, após o exame clínico / radiográfico, saberá dizer para você do que você precisa. E não se preocupe, ele não fará nenhum procedimento na sua boca que você não queira ou pelo qual não possa pagar.

Caro colega: ouça o que o seu paciente tem a dizer, mas não siga ordens. Você é um profissional habilitado a decidir e realizar o melhor tratamento para o seu paciente. A opinião dele é fundamental, mas não é a regra. Se o que ele lhe pede não combina com o embasamento científico que você tem, reserve para si o direito de não atendê-lo. O paciente que pede pra você extrair aquele dente porque “prefere assim” é o mesmo que processa você por lesão corporal. E ganha.

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O melhor de cada blog de odontologia
16 de março de 2011 às 7:45 pm
Medo de Dentista! Exclusiva entrevista!
8 de junho de 2011 às 12:17 pm

27 comentários

  1. >Interessante a abordagem do assunto.. Estagiei em um hospital público e eu ouvia essa frase de quase 90% dos pacientes.. Às vezes até por ignorância dos mesmos, por não saber que aquele dente pode ser tratado sem extração.. Lá a nossa conduta variava com o supervisor do dia.. alguns não deixavam fazermos extração de jeito nenhum, caso o dente tivesse salvação. Outros nos orientavam a extrair mesmo, pois aquele paciente voltaria daqui a alguns meses com dor novamente, por não ter realizado o tratamento adequado. Eu particularmente não pretendo extrair dente sem indicação pra exo nem que o paciente implore! Eliminarei a dor e indicarei o tratamento adequado, acho o mais correto a se fazer..

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  2. >No atendimento de crianças, é muito comum acontecer. Os pais, muitas vezes, não entendem que é melhor tratar a endo do dente decíduo do que extrai-lo. "Pode arrancar, doutor… Vai nascer outro no lugar mesmo, não vai? Pra que tratar o canal do dente de leite?" (Olha que isso dá um post bem bacana!).
    De qualquer forma, tento convencê-los de que a proposta não é um capricho, e sim, uma necessidade. Se no fim das contas eles ainda preferirem a extração, peço para assinarem um termo de consentimento declarando que estão conscientes de que aquela não é a melhor opção e que a manutenção de espaço, se necessária, deverá ser feita. Graças a Deus, os pais aceitam numa boa.
    Parabéns pelo post, Ana!

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  3. >Deveras, em saúde pública não se foge muito desse paradigma. Realmente é nosso papel fazer a prevenção e proteção de saúde, junto com políticas publicas de promoção. Complexo, mas está em nossas mãos.

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  4. >hahahaha.. Achei otimo, sempre tem isso mesmo.. Ja o post que voce queria.. Eu sempre insisto no tto de canal, mas quando eu vejo que ele realmente nao tem ocmo pagar, baixo o preço (e bastante). Se mesmo assim nao da e eu vejo que se eu nao o fizer ele vai fazer em qualquer lugar (e ja vi cada coisa: cons que nao esterilizam direito, os que nao dao ponto).. Acabo fazendo mesmo… Pelo menos sei que meu mat é esterelizado e eu dou ponto e cuido direitinho!… Carolina B.

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  5. >Adorei o post.
    Eu acho que devemos dar opções ao paciente. Sempre fazer um planejamento dando opções com materiais mais caros, mais baratos e intermediários. Assim, cada um escolhe de acordo com seu bolso o tratamento. Mas, realizar extrações, quando você sabe que não é esta a indicação eu acho que não conseguiria. Principalmente eu não teria mais sossego, pois minha conciência iria me perturbar sempre.
    Bjsssssssssssssssss

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  6. >Dra e sócia… huahuahua. Primeiro Parabéns pelo texto, realmente relatou tudo o que o paciente faz,pensa, e na maioria das vezes acha que está com a razão, e sai brabo e xingando o dentista, porque ele não quis arrancar o seu dente. Eu também não costumo seguir ordens dos pacientes, até porque embasamento nenhum eles têm para tal. Quando o bendito já chega querendo dar o diagnóstico e o plano de tratamento, já começo a me posicionar e mostrar o que realmente deve ser feito. Nesta situação, não extraio mesmo, explico primeiramente tudo o que é possível de ser realizado, ofereço meu plano de tratamento com algumas opções, e se ele não quiser tratar…tchau e benção como diria minha mãe!!! Eu não extraio sem a correta indicação!!! E se quiser extrair que procure outro colega, que se sujeite a fazer o que o paciente quer. Tenho esta conduta não apenas no consultório particular, como também na Unidade de Saúde onde trabalho… já levei os mais variados xingamentos dos pacientes na Unidade de Saúde, mas escuto e continuo mantendo minha opinião, pois não é porque é um órgão público, no qual o paciente não paga pelo serviço, que vamos fazer o que bem entendermos e o que o paciente bem entender… Temos que manter nossa conduta de acordo com o que aprendemos nos nossos suados 4 anos de estudo; primando sempre pela manutenção da saúde bucal dos nossos pacientes!!

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  7. >Gente, obrigada pelos comentários… tô adorando! Continuem, pra não deixar a discussão morrer… é assim que as coisas mudam… espero que pra melhor, sempre! :)

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  8. >Assino onde ???

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  9. >Então, cada caso é um caso mesmo.
    Eu trabalho em um Pronto Socorro odontológico que atende pacientes carentes. Eu sempre explico e tento encaminhar o paciente para a endodontia quando vejo que o dente tem salvação. Caso o paciente não consiga e fique retornando com dor no mesmo dente, eu acabo extraindo o dente nos casos em que dá pra ver que a boca do paciente está muito debilitada. Em pre-adolescentes, nunca extraio dentes, só qdo estão realmente perdidos. O fato é que as pessoas não tem dinheiro para um tratamento de canal, que às vezes custa o equivalente a um salário mínimo, que é o que essas pessoas ganham no mês. O serviço público é muito deficiente ainda e o Brasil Sorridente está começando neste ano a deixar de ser um slogan político para ser um início de coisa séria. As coisas caminham muito devagar no serviço público e os dentes vão se perdendo pelo caminho, infelizmente. Abs
    @dicasodonto

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  10. >Tokusssssss
    Eu sempre tô lendo seus textos e acho incrível a facilidade que vc tem em se expressar e fazer com que todos entendam isso de uma maneira mto fácil.
    Fico mto feliz de pode dividir minha cadeira com vc e tenho certeza que ainda iremos por mtos anos juntas (com muita orto e exo) hahahahhaha
    Sobre o texto, eu só extrai dentes qdo a ORTODONTISTA manda! =P
    (Enquanto vc instala um aparelho eu fico aqui me divertindo) hahahaha
    bjooooo

    Responder

  11. >Na minha experiência clínica percebo que o paciente ao pedir a extração, na maioria dos casos, quer dizer: "quero que esse dente pare de doer!". Guardadas as devidas proporções, é semelhante a eterna reclamação da mulher, quando diz que o homem "não entende" o que ela diz. Com essa idéia em mente, proponho um procedimento para acabar com a dor (que é uma pulpotomia de emergência) e peço para que volte noutra consulta para decidirmos o que fazer com aquele dente. A maioria topa o tratamento endodôntico, mesmo que seja parcelado em 10x sem juros no cartão! rss. Obviamente recuso atender ao paciente que determina o que devo fazer, pois ele não está me respeitando como profissional de saúde. Esse tipo de paciente não merece minha consideração. Em saúde pública o problema é mais grave, pois as pessoas que procuram não tem recursos para tratamento e hospitais e postos de saúde não tem material para realizar tratamento endodôntico. Neste caso sou a favor da pulpotomia em dentes permanente, ou seja, remoção da polpa coronária através de uma curetagem, preservação da polpa radicular, colocação de um forro de hidróxido de cálcio PA, base de ZOE e restauração de amálgama. É um procedimento que na literatura tem um controverso retrospecto, ou seja, apresenta um índice de insucesso considerável, mas também um admirável índice de sucesso. Já que o dente seria extraído mesmo, porque não tentar esse procedimento antes da derradeira extração?

    Responder

  12. >PERFEITO esse post! Encaro isso como um desabafo pessoal.
    Ainda não sou formada, mas tenho plena consciência de tudo isso que foi escrito aí em cima.

    Responder

  13. >Concordo com a colega Lois, que diz que cada caso é um caso.
    Eu trabalho na rede pública do município e atendo pacientes muuuuuuuito carentes. Eles realmente chegam pedindo para "arrancá" mesmo. Eu não faço tudo que eles pedem, afinal de contas, a DENTISTA ali sou EU!
    O município onde eu trabalho oferece tratamento de canal, mas, como tudo na saúde pública é difícil, o pacientes ficam de 4 a 5 anos na fila de espera para conseguir o tratamento endodontico.
    Diante disso, a prefeitura sugeriu uma brilhante "solução" para o problema: todo dentre que der canal, tem que extrair independente do dente. Isso com o tempo diminuiria a fila do tratamento endodontico.
    Chupa essa manga! Dorme com um barulho desse!!
    Tenho minhas convicções, mas é difícil lidar com toda uma sistemática que envolve o paciente quando ele entra pedindo para "arrancá".
    abraços a todos

    Responder

  14. >A conversa e o entendimento entre o dentista e o paciente é a melhor forma para manter uma boa relação entre os dois. O paciente deve mostrar suas queixas e o profissional vai realizar o tratamento mais adequado para o caso.

    Responder

  15. >Olá! Primeiramente, parabéns pelo blog, uma delícia de ler. A Odontologia está muito banalizada, tanto da parte dos pacientes quanto dos cirurgiões-dentistas. Essa semana, na clínica em que eu trabalho, chegou uma mulher com uma menina de 09 anos. A criança estava com dor no dente 46 (deveria ser feito tratamento endodôntico) mas a tia disse que queria "arrancar esse dente". Expliquei todoooooos os motivos para não faze-lo e mesmo assim ela insistia. Disse que não faria isso, que não concordava com isso e se o problema fosse dinheiro para realizar o tratamento endodôntico, dividiria o valor do procedimento em várias vezes. A mulher foi embora achando ruim, disse que iria pensar. Com certeza deve ter passado em outra clínica que fez o que ela queria. Um absurdo.

    Responder

  16. >Hum… Que maravilha o Post,adorei! Fui a minha dentista hoje e ela me deu essas duas opçoes: 1-fazer o canal. 2-arrancar. Pórem ela me explicou que nao ha necessidades de extracao,e eu ja estava pensando em arrancar o bixinho,rs.Como é bom ter um dentista que realmente se preocupa com seus pacientes… Independente da classe social. Bjux,amei!!! Ana cintia,18 anos.

    Responder

  17. >fui ao dentista hoje e ele disse que nao dava mais pra obiturar, pois a carie ja tava muito profunda. e disse que tinha que ser feito canal ou extrair. so que eu naum tenho como pagar canal, mais tbm naum queria extrair meus dois dentinhos. to desesperada ho meu deus como fazer me ajudem, naum tem nem um canto publico que naum demorem.

    Responder

  18. >Gente mas se o paciente não tem condições de pagar um t canal?
    Como ele faz?fica com dor ate ele conseguir a grana?
    meu filho é pre adolecente e esta com esse problema,chora de dor no dente
    mas eu não tenho verba pra fazer um t de canal,como faço,deixo ele com dor ate eu conseguir dinheiro?
    porqe os postos de saude estão com umA FILA DE ESPERA MUITO GRANDE
    como deve fazer neste caso?

    Responder

  19. >É minha gente, vocês não tem a menor idéia do que é literalmente não ter dinheirp e sofrer com uma dor de dente de ver estrelas. Eu não posso pagar um dentista mesmo, estou desempregada e devendo até o aluguel, não ssei mais o que fazer. Estou há 3 dias com uma dor no primeiro molar insuportável. Fui no posto de saúde e disseram que só daqui a 2 meses. Dois meses? Cara, eu não durmo há 3 dias, fui em 2 dentistas particulares e o tratamento não saiu por menos de 600,00. Estou chorando de dor, tenho entrevista segunda-feira e não sei o que fazer, pois estou desempregada mesmo e não posso pagar. Nessa hora eu penso no pai de família que não tem condições de pagar um tratamento desses também, é triste meu amigos, muito triste sofrer assim e se sentir impotente por não ter condições de pelo menos acabar com a dor.

    Responder

  20. >Adorei o post… realmente multilação a muito tempo deixou de ser executável no dentista… acredito até que os práticos tem esse costumes de seguir as ordens do paciente/louco, até porque ele não deve saber muito o que fazer…

    Responder

  21. Aos pacientes que escrevem… o que é mais barato, cuidar do dente fazendo endodontia + onlay/coroa (canal + bloquinho) ou passar a vida sofrendo com PROTESES que invariavelmente serão mal-feitas (se não tem dinheiro para canal, também não terá para uma prótese correta)? O barato sai muito, mas muito caro.

    E que tal tomar o mais basico (e barato) dos cuidados, escovar os dentes, e tratar das cáries ANTES que elas atinjam o canal do dente? Depois que virou canal e protese, não tem jeito, o bolso do paciente sofrerá.

    Abraços,
    Rodrigo

    Responder

  22. E muito fácil dizer “escove o dente e trate antes que vire um canal”, sempre cuidei muito dos meus dentes até que na gravidez, por descalcificação uma restauracao caiu, foi quando fui atrás de um dentista e ate hoje tenho pânico. Fui em váriooooooooooos dentistas que nunca conseguiram tratar meu dente, isso pelo simples fato de não terem paciência de esperar a anestesia funcionar, prescrever diclofenaco por 2 dias pra melhorar, por que não algo mais eficaz??? Por que não um pouco mais de paciência, a falta de humanidade, achar que tudo é fricote, não avaliar que o limiar de excitabilidade é diferente em cada paciente… por fim perdi meu dente, e como se não bastasse estou com outro canal pra fazer porque pedi que restaurasse ele primeiro antes de tratar o canal do outro. Não, sempre querem ir no pior e pronto uma cariezinha virou outro canal…

    Responder

    • Aline, eu até posso compreender a sua frustração, o fato de não ter encontrado um profissional com o qual você “combinasse”, digamos assim. Mas, embora seja um direito seu opiniar e achar o que quiser, não acho que você esteja apta a sugerir o que o dentista deveria ou não ter feito, ou que medicação ele poderia ter prescrito. Aliás, nem eu posso opinar a respeito sem conhecer a história através de ambas as partes.

      Acho que você tem razão quando você diz que é fácil falar para “escovar os dentes antes que vire um canal”. Mais fácil ainda, e extremamente negligenciado, é esse hábito. Embora seja reconfortante pensar assim, dentes não descalcificam durante a gravidez. Isso é lenda. O dentista tem sim obrigação de zelar pela sua saúde bucal e orientar você no que for preciso, principalmente com relação à sua higienização. Mas a responsabilidade é, no máximo, compartilhada. E se a maior responsabilidade for de alguém, certamente é sua.

      Gostaria que você lesse esse texto: A Culpa é do Dentista!

      Obrigada pela visita e pelo comentário. Fico à disposição.

      Responder

  23. Mesmo sendo um profissional na área, cada um se responsabiliza por seus atos, se o paciente prefere arrancar nao custa documentar e solicitar uma assinatura, algo que comprove a opção do paciente, eu tenho 4 dentes que precisaria tratá-los através de um tratamento de canal, mas eu JAMAIS faria isso mesmo tendo convênio odontológico, é horrívelmente aterrorizante a dor que você sente em uma obturação quem dirá um canal…

    Responder

    • Patrícia, aí é que está: as pessoas estão acostumadas a achar que extração é opção de tratamento, que o paciente escolhe se quer tratar ou arrancar… só que, hoje, não é bem por aí. O dente é um órgão do corpo humano, e se o dentista extrai um dente sem indicação ele pode responder por lesão corporal grave, independente do paciente ter autorizado essa extração… porque o que é certo, é certo, entende? O dentista, ao fazer seu juramento na formatura, assume o compromisso de atuar segundo a técnica e a ciência, e extrair um dente viável, por escolha do paciente, está longe de ser ciência. Não estou julgando situações em específico, sei que a vida não é assim “perfeitinha” como a gente gostaria, mas o que eu estou descrevendo pra você é a conduta que se espera de um dentista: extrair quando é pra extrair, tratar quando é para tratar.

      Ainda: seus 4 dentes vão fazer MUITA FALTA (veja: http://medodedentista.com.br/2012/01/a-falta-que-um-dente-faz.html). Eu espero que você reconsidere sua decisão. Se você tem sentido dor no dentista ou está sendo tratada sem anestesia (talvez por ter “escolhido” isso) ou precisa trocar de dentista. Pense nisso.

      Responder

  24. Tenho fobia de dentista desde criança. Não gosto quando o dentista nota o meu problema, fico mais nervosa ainda. Alguns dentistas até riem da minha cara e como se nao bastasse cantam ate musicas infantis, para me criticar. Me ajudem, nao consigo esconder meu medo. O que devo fazer???

    Responder

    • Hellen, interessante o que você disse… porque a ideia é justamente que o dentista note o problema, para poder ajudar você a solucioná-lo. O medo faz a gente se comportar como não faria se ele não existisse e, principalmente, não nos deixa avaliar as coisas de forma racional. Não acredito que os dentistas riam da sua cara… mas devem estar, sim, não dando ao seu problema a devida importância. Ainda: não estamos aqui pra criticar ninguém, mas para orientar o paciente e oferecer soluções caso ele tenha algum problema bucal. Se você não se sente à vontade com o seu dentista, simples: troque. É essencial uma relação de confiança e respeito entre você e aquele que cuida da sua saúde. E não esconda o medo, pelo contrário: deixe claro de cara que você tem fobia e que não é “brincadeirinha”. Tenho certeza que, deixando as coisas claras, vai ser mais fácil de ajudar você.

      Responder

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